Igreja Universal é acusada de tráfico de crianças

Segundo a TV Portuguesa à TVI (Televisão Independente)

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Igreja Universal adoção crianças

Uma emissora de tv portuguesa, a TVI (Televisão Independente) está denunciando, através de uma série de reportagens, a Igreja Universal do Reino de Deus (IUDR) de ligação com uma suposta rede internacional de adoção ilegal. A primeira reportagem, de uma série que contará com dez episódios, foi lançado no dia 11 de dezembro de 2017, chocando a comunidade de língua portuguesa, onde a IURD possui grande influência. O Ministério Público português resolveu abrir um inquérito para investigar as denúncias.

A primeira reportagem da série, chamada de “O segredo dos deuses”, afirma que a Igreja Universal manteve, durante um período nos anos 90 do século passado, um orfanato ilegal em Portugal, de onde saíram diversas crianças adotadas que, posteriormente, passaram a ser chamadas de “netos” do chefe da IURD, o bispo Edir Macedo. As crianças portuguesas que chegavam ao orfanato mantido pela igreja viriam de lares pobres e eram aceitas sem o conhecimento da justiça portuguesa.

Na página da TVI, onde o primeiro episódio está disponível para assistir online, há um pequeno resumo da reportagem, citando o caso de três irmãos portugueses (3 anos, 2 anos e 9 meses), que que viviam com a mãe numa região empobrecida perto de Lisboa e ao lado de uma Igreja Universal. Após denúncias de que as crianças ficaram sozinhas em casa para a mão sair para trabalhar, a justiça teria retirado os pequenos da guarda da mãe e teriam sido entregues ao orfanato da IURD em Amadora.

Ao jornal português Público, a Igreja Universal afirma que todas as crianças portuguesas adotadas e levadas para o Brasil passaram por processo legal, e que tudo o que a emissora de TV portuguesa afirma na série de reportagens seria fruto da imaginação de um ex-membro da igreja, que teria sido desvinculado da IURD em 2003 por má conduta.

No entanto, o Ministério Público português confirmou que pretende dar prosseguimento às investigações sobre a existência de um orfanato dirigido por brasileiros em Portugal sem o conhecimento das autoridades portuguesas e, principalmente, da legalidade das adoções de crianças portuguesas por membros da Igreja Universal do Reino de Deus.