Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

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Protesto em Jerusalém (imagem ilustrativa)

O presidente americano, Donald Trump, reconheceu oficialmente Jerusalém a capital de Israel. A polêmica decisão provocou protestos de árabes que vivem na região da Cisjordânia e na Faixa de Gaza, que já feriram mais de 750 pessoas.

A cidade de Jerusalém havia sido dividida em duas partes em 1947 por sugestão das Nações Unidas, já que a região da Palestina, que tradicionalmente abrigou judeus e árabes, seria reorganizada em um Estado Árabe e outro judeu. Jerusalém, no entanto, ficaria sob controle internacional, numa tentativa de assegurar a paz na região. A cidade abriga monumentos históricos e locais que pertencem às três maiores religiões monoteístas praticadas atualmente: cristianismo, judaísmo e islamismo.

Todos os países que possuem relações diplomáticas com Israel instalam as suas embaixadas e consulados em Tel Aviv. Com o reconhecimento americano de Jerusalém como a capital do país, Trump informou que vai mudar a sua para a nova capital.

O Estado Palestino é uma antiga reivindicação dos árabes, que nunca foi oficializada, como foi o caso de Israel. Na partilha da região, Jerusalém Ocidental passaria a ser a capital de Israel, e Jerusalém Oriental ficaria como a sede oficial de um Estado Palestino, quando este fosse finalmente formado e reconhecido internacionalmente.

Há 20 anos existe um projeto de lei para mudar a embaixada americana para Israel, mas todos os presidentes que estiveram na Casa Branca desde então adiaram esse plano para evitar conflitos. Trump fez o reconhecimento de Jerusalém como a capital judaica num momento crucial em seu governo. A mudança da embaixada era uma promessa de campanha, e o presidente americano enfrenta atualmente diversas acusações de envolvimento da Rússia no resultado da eleição que o levou ao poder.

A medida tomada por Trump no início de dezembro de 2017, segundo especialistas políticos, seria uma tentativa de recuperar credibilidade entre os seus eleitores. Pesquisas mostraram que apenas 38% dos americanos aprovam o governo do magnata. Mas também especula-se se a decisão foi tomada para desviar a atenção do grande número de polêmicas em que o presidente americano está atualmente envolvido.