Tudo que você precisa saber sobre o novo God Of War

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Quem é vidrado no mundo dos games sabe que a PlayStation Experience chegou, mas o tão aguardado God Of War ainda não. Mesmo com data estipulada na PS Store (em pré venda por R$ 199,90) para lançamento em 31 de dezembro de 2018, todos esperam que o diretor criativo Cory Barlog esteja certo quando diz que teremos o jogo em mãos no início do ano que vem. Levando em conta os rumores do recente vazamento da data, nós do Glomerado não pudemos esperar para reunir tudo que já sabemos sobre o novo game.

O novo God Of War não traz o número quatro no nome porque chega como um recomeço para descontruir a história de Kratos, que agora foi parar no mundo de Odin, Thor e Loki, explorando o desenrolar da mitologia nórdica. Por quê? Barlog afirma que a história norte europeia coexistia no mesmo período do já conhecido universo da Grécia, bem antes do que ouvimos falar sobre a cultura Viking, quando os deuses ainda andavam pela Terra, monstros eram reais e não tinham sido extinguidos.

Teremos uma campanha bem mais longa do que o usual, durando entre 25 e 35 horas, diferente das anteriores que mantém o jogador cerca de quinze horas em frente à tela. O jogo exclusivo para PlayStation 4 será completamente em Single Player, buscando a imersão do jogador na melhor experiência possível, sem possibilidade de modo Multiplayer como em Ascencion, o mais recente da franquia (2013) que conta a história dez meses após a morte da esposa e filha de Kratos.

Por falar em filhos, o protagonista não está mais sozinho. Mas para tranquilizar quem chamou o jogo de ‘Dad Of War‘ após o lançamento do trailer, o diretor criativo afirma que Atreus não será um peso, enquanto Kratos luta com seu machado, escudo e força física, o garoto trabalhará com flechas e, principalmente, magia (ainda sem mais esclarecimentos sobre o assunto, mas levando em conta sua relação com a mitologia nórdica, já que ele fala a língua de Jörmungandr no trailer). A relação pai e filho será desenvolvida durante a história e o jogador controlará o conhecido Deus da Guerra por todo o game, mesmo que seja possível ver a interação, evolução e aprimoramento do garoto semideus, o que mostra ainda mais o intuito dos desenvolvedores de criar um laço jogador-personagem. A ideia é que Atreus tenha visual e estatísticas diferentes para cada um de nós no final da campanha, ou seja, Barlog quer um jogo ao contrário de linear. Lembrando que outra coisa que assustou os fãs da franquia, foram as falas do novo personagem durante as batalhas, mas já foi avisado que aconteceu devido à adição manual para a apresentação do jogo e que isso não vai se manter na reformulação de GOW.

Além da tradução completa do game para o português, com Kratos dublado por Ricardo Juarez (que retorna após Ascensions), desta vez temos dois brasileiros representando o país no processo de produção. Bruno Velazquez é o Diretor de Animação da Sony e Rafael Grassetti é o Diretor de Arte responsável pela releitura dos personagens do novo God Of War. Em entrevista à E3, Rafael afirmou “Nós queremos mostrar um Kratos mais humano e que luta contra a necessidade de ser um deus. O filho dele está ali para humanizá-lo. Queremos tirar um pouco isso do Deus da Guerra, sair também do hack n’ slash [tradução: corta e massacra; refere-se a um modo de jogo focado no combate] e da violência. Existirá uma luta do próprio Kratos em se conter. O controle da fúria dele será um elemento muito presente no jogo – tanto dele próprio quanto do filho. Kratos precisa ensinar a ele como lidar com a violência“. Uma barra de raiva fará parte da nova mecânica do jogo. Ela poderá ser controlada para aprimorar a performance em batalhas, mas se o jogador não tomar cuidado ou for ganancioso, ela sobe e gera consequências para o protagonista.

Desde 22 de dezembro de 2016 temos notícias de Cory Barlog (em resposta a um fã no Twitter) de que God Of War já está completo e jogável do início ao fim, mas é fato que se trata apenas do desenvolvimento e há muito mais a fazer até a liberação e o lançamento. Enquanto isso, nós analisamos um gameplay de quase 15 minutos do jogo, confere:

 

 

Gráficos

Não há como negar que os gráficos do novo God Of War não têm comparação nehuma com a franquia que conhecemos hoje. A passagem para PlayStation 4 dá essa liberdade aos criadores, de aumentar a nitidez e o brilho do jogo, sem contar a perfeição de detalhes que vemos pelo caminho de Kratos e Atreus, desde o primeiro momento no trailer. A saturação das cores, os cenários gelados do norte europeu, o sangue jorrado a cada ataque e a precisão com que tudo foi desenvolvido é de encher os olhos de quem esteve acostumado com o universo grego em PS2 e PS3.

 

Armas

Em podcast divulgado ontem (14) pela Sony, a história das armas de Kratos foi revelada. Seu machado, que leva o nome de Leviathan, foi forjado pelos anões Brok e Sindri durante a guerra dos Aesir, um clã de deuses que reside em Asgard – com o objetivo de restaurar o equilíbrio entre os reinos. Podemos ver durante as batalhas que o Deus da Guerra alterna entre machado e escudo, essa dinâmica foi projetada para que, além de bater com o escudo, não fosse necessário ficar carregando ele por todo o tempo. Alguns acreditam que a pequena faca que Kratos dá a Atreus para matar o cervo também seja uma arma secundária, levando em conta que ela aparece em sua bainha durante o gameplay.

 

Energia e humanização

Você pode não ter percebido, mas enquanto Kratos passa de barco com Atreus por um rio rodeado de plantas, algumas delas brilham em azul, assim como os chifres do cervo abatido pelo garoto. Parece que tudo é envolto em uma energia vital no jogo, as cores estão mais fortes, as cenas estão mais claras e toda a brutalidade está mais leve. Kratos está mais velho (reparem-na barba) e mais humano, pois seu filho agora é sua responsabilidade e ele quer manter Atreus longe da raiva que o moveu pelos últimos anos.

 

Deuses e criaturas

Mesmo com a divulgação do gameplay, os deuses ainda não deram as caras, então é um grande mistério como será a representação de cada um deles, mas as criaturas apresentadas não deixaram a desejar. Um breve relance no trailer apresenta Fenrir, o lobo gigante filho de Loki que matou Odin durante Ragnarök. Além da temida criatura, o que mais chocou os fãs foi a aparição de Jörmungand, a cobra gigante que você deve ter notado conversando com Kratos e Atreus. O segundo filho de Loki foi raptado e jogado no oceano por Odin, onde cresceu tanto que seria capaz de dar a volta ao mundo e morder a própria cauda.

 

Jogabilidade

Os desenvolvedores disseram e nós concordamos: God Of War mudou. Se o objetivo era reconstruir e criar uma nova concepção para o jogo, a Sony conseguiu inovar na jogabilidade de forma que ninguém esperava. A novidade é a “câmera sobre o ombro”, que deixa Kratos bem mais próximo de adversários e do cenário em geral, fechando também o campo de visão amplo e alto que era característica da franquia.

Bônus: Tem quem diga que o que teremos em mãos será algo como um “The Last Of War” ou “God Of Us”, pois com Kratos sendo acompanhado por Atreus, as comparações com The Last Of Us foram inevitáveis. O que você acha?