Momento Cult: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

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Com direção de Jean-Pierre Jeunet, o filme francês “Le fabuleux destin d’Amélie Poulain” (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, no Brasil) estreou em 2001 e encantou a todos com sua graciosidade.

O início do filme é marcado com diversos eventos aleatórios que ocorrem na mesma hora do nascimento de Amélie. A nossa protagonista se mostra sendo uma pessoa peculiar, que passou a enxergar o mundo de uma perspectiva única, devido ao isolamento causado pela frieza de seus pais.

Amélie cresce e se torna uma sonhadora (como a maioria de nós), e na simplicidade do seu cotidiano ela consegue enxergar além do que uma pessoa comum veria. O filme é de uma beleza singular, e consegue transformar eventos aparentemente bobos, em coisas incríveis e surreais. O misto de fantasia e realidade traz ao filme uma atmosfera delicada, o que garante toda doçura da película.

Na história os pequenos prazeres da vida são aflorados, e assim conseguimos nos identificar um pouquinho com cada personagem. As cores conseguem transmitir tudo de mais simples que há em nós (e não é que o filme mexe mesmo com a gente?), e a trilha sonora é daquelas que fazem com que a gente corra pra ouvir a playlist no YouTube (boatos de que tenho uma pasta no computador – mas isso são só boatos…). 

E uma das coisas que mais me tocaram foi o fato de que, apesar de ter sido lançado em 2001 (Nossa… 15 anos!), o filme é atemporal. Eu explico: a ideia do filme é “chocar” com a simplicidade, trazendo um verdadeiro embate entre Realidade X Sonho. Vocês não podem negar que são tempos difíceis para os sonhadores…

Sabe o que eu vejo hoje em dia? Um mundo cru, que corta a possibilidade da gente sonhar e ser um pouco Peter Pan… Sabe?

É tudo tão racional, tão direto, tão preto no branco que eu me pergunto… Qual a graça de viver sem viajar na maionese (mesmo que seja só um pouquinho). As pessoas se levam muito a sério, se explicam demais, olham para uma flor e só são capazes de enxergar a estrutura de uma planta angiospérmica, olham para as nuvens e não enxergam nada além de um conjunto visível de partículas diminutas. E ai de você que olha uma flor e enxerga poesia, olha pra uma nuvem e vê formatos de bichinhos (vai ser no mínimo taxado como doido de pedra).

E como sonhar num mundo imerso no caos, na angústia e no pessimismo? Eu sinceramente não sei… Mas isso não quer dizer que não tenhamos que continuar tentando…

Eu só consigo definir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain como estranhamente lindo, totalmente despretensioso, e foi nessa despretensão que ele encontrou sua delicadeza ímpar.

Aconselho a reservar um tempinho no final de semana para viajar com Amélie… Você não vai se arrepender!

Até a próxima!