Sabe aquele sonho de conhecer um lugar? Aquele que você coloca no topo de sua lista de desejos? Então, o meu era visitar Machu Picchu no Peru.

Assim que saiu uma promoção (sou dessas!) de passagens para Cusco, aproveitei a oportunidade e comecei a pesquisar sobre esse destino e descobri que era mais caro do que imaginava. Comecei o planejamento e a organização financeira e, em janeiro de 2018, partiu Peru!

Para que você não tenha surpresas, vim te contar o passo-a-passo dessa extraordinária experiência!

1. Compra do Ingresso

A compra do ingresso pode ser realizada online ou pelas agências no Peru. Como gosto de organizar os passeios com antecedência (e me preparar financeiramente), preferi comprar online, mesmo sabendo que iria pagar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no cartão de crédito.

Infelizmente, não conseguimos comprar os ingressos online pelo site oficial (clique aqui), pois a nossa data de visitação estava agendada para início de janeiro e as tarifas para 2018 ainda não estavam disponíveis.

Por isso, como estávamos ansiosos para obter os ingressos, pesquisamos bastante e optamos por comprar no site www.ingresso-machupicchu.com, autorizado pelo Ministério da Cultura do Peru. Em janeiro de 2018, a entrada para o Parque custou 152 soles.

Para comprar foi simples, bastou ter um cartão de crédito habilitado para compras internacionais. Você recebe um login e senha para ver a sua compra e consegue imprimir os tickets (que demoraram um pouco para serem liberados por conta da data).  

Deu tudo certo com a compra e foi super tranquilo. Não deixe de fazer a impressão do seu ingresso com antecedência. Na entrada do Parque não há venda de tickets e para você entrar no ônibus para a subida, precisa apresentar o ingresso. Vi algumas pessoas com problemas, pois as suas entradas estavam apenas no smartphone e o leitor do código de barras não estava reconhecendo.

Ah, nesse site que obtivemos o ingresso, custou um pouco mais caro do que no site oficial.

2. Escolha do Horário para visitação

Isso foi algo que realmente nós refletimos antes da compra do ingresso. A grande maioria das pessoas, vão um dia antes e se hospedam na cidade de Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes), acordam bem cedo e pegam os primeiros ônibus para visitar durante a manhã.

Nós decidimos fazer o inverso: não nos hospedar e fazer a visitação no turno da tarde.

Mas, por que decidiram isso? Simples! A partir de 1ª de julho de 2017, entrou em vigor uma lei no Peru na qual a pessoa só pode entrar uma vez no Parque, acompanhado de um guia.

Quando entra em Machu Picchu, você tem a vista clássica das montanhas e eu queria apreciá-la. Pensei que se subisse muito cedo, talvez tivesse encoberto pela neblina e eu não conseguiria voltar e fotografar a vista, ainda mais que o mês de janeiro chove bastante.

3. Ida e volta: de Cusco para Machu Picchu

Ficamos hospedados em Cusco e tínhamos que ver como chegaríamos em Machu Picchu. A forma mais barata era viajar com uma van que te deixa em uma usina hidrelétrica.

Da usina, você precisa caminhar até Machu Picchu Pueblo e pegar o ônibus ou subir caminhando até o parque. Li e assisti a diversos relatos, sendo que alguns falaram que é super tranquilo o trajeto e outros que a experiência não foi tão agradável assim. 

A segunda (e mais cara) alternativa era pegar um trem em Cusco até Machu Picchu Pueblo. Mas, no mês de janeiro por conta das chuvas, você pega um ônibus em Cusco até a Estação de Ollantaytambo e vai para o destino.

Optamos pelo trem e compramos as passagens via internet em ambas as empresas Peru Rail e Inca Rail. Para a ida optamos pela Peru Rail que tinha opção bimodal (ônibus + trem) e para a volta por conta dos horários, optamos pela Inca Rail que nos deixaria em Ollantaytambo e de lá voltaríamos de ônibus ou van para Cusco.

Não se preocupe, pois independente do horário que você chegar em Ollantaytambo, vão ter taxistas e motoristas de van disputando para ver quem vai te levar para Cusco. No final, optamos por pegar um táxi que nos custou 60 soles (30 por pessoa). Se você estiver em mais pessoas, o táxi até vale mais a pena que a van que nos ofereceram a 20 soles  por pessoa. 

Já para o transporte de Machu Picchu Pueblo até a entrada do Parque, você pode ir caminhando (subida bem íngreme) ou pagar um ônibus que faz esse trajeto em aproximadamente 25 minutos de subida. Você compra os tickets para esse transporte em um guichê na frente da parada de ônibus.

Detalhe: a passagem de ida e volta nesse ônibus é comercializada em dólar, mas você pode comprá-la usando soles. Eles convertem na hora, dependendo do câmbio do dia. Em janeiro de 2018 pagamos 24 dólares por pessoa (79,20 soles).

4. A escolha do Guia

Preciso contratar um guia em uma agência? a resposta é Não!

Quando estávamos na fila para comprar os tickets do ônibus até a entrada do parque, fomos abordados por um Guia que estava montando um grupo para fazer a visitação. Existem vários guias oferecendo o serviço, por isso não se preocupe de contratar guias super caros em agências “especializadas”.

Na cidade de Machupicchu Pueblo (Águas Calientes), estava chovendo bastante. Ficamos preocupados de não conseguir visitar a cidade Inca por conta do mau tempo.

Perguntamos como estava o tempo e ele nos disse que estava visível e possivelmente iria fazer sol nos próximos minutos. Olhamos incrédulos para o Guia, mas decidimos entrar no grupo de 6 pessoas.

Pagamos 30 soles por pessoa para o Guia e subimos! Não é que ele estava certo? Quando chegamos na entrada do Parque, abriu um sol maravilhoso e estava com pouquíssimas pessoas (a maioria havia visitado no turno da manhã). Visitamos com a maior tranquilidade.

5. Que moeda levar?

No Peru, a moeda vigente é o Nuevo Sol (soles). Para trocar Reais no Peru é muito simples e nem precisa ir a uma casa de câmbio. Praticamente todas as lojas em Cusco trocam a moeda para você.

Quando chegamos no aeroporto em Lima e fomos para uma casa de Câmbio ver a cotação, estava 0,80 Soles para 1 Real. Já em uma loja em Cusco, conseguimos 0,92 Soles para 1 Real. O melhor é que nessas lojas você não paga IOF. 

Por ser bem turística, achei a cidade de Machu Picchu Pueblo muito cara. Levei alguns sanduíches, frutas, chocolates e água na mochila e não consumi quase nada nessa cidade.

6. A experiência de conhecer Machu Picchu

Quando chegamos na entrada da cidade Inca, nem acreditei. Você sobe alguns degraus com o Guia e chega ao Mirante para a foto clássica! Naquele momento, o Universo parou por alguns segundos, e é simplesmente maravilhoso!

A cidade fica entre as montanhas, com uma vista impressionante e energia incrível. Nesse momento, o Guia nos deu explicações sobre a história do Povo Quechua e os Incas (que eram a nobreza quechua) e como Machu Picchu foi descoberta e todo o trabalho de limpeza do Parque.

Após alguns minutos no Mirante (e muitas fotos), entramos pela porta da cidade Sagrada e fizemos um tour de aproximadamente 3 horas com o Guia nos explicando cada detalhe da Cidade, desde como estava dividida a área urbana da área agrícola, a importância dos solstícios e a função de cada construção dentro daquela sociedade.

É de ficar de boca aberta com as tecnologias desenvolvidas ou aprimoradas pelos Incas. Sai do Parque Extasiada e com um “baita” sorriso no rosto.

7. O Carimbo no Passaporte

Quando você termina de visitar o Parque, você entra em uma fila para carimbar seu passaporte. Sim! Machu Picchu tem seu próprio carimbo turístico e é muito gratificante ter mais esse registro no seu Passaporte. Então, aproveite a oportunidade!

Ah, só lembrando que para visitar o Peru você não precisa de passaporte, basta ter uma identidade atualizada. Mas, se quer ter esse carimbo e ainda não tem esse documento, não se preocupe, pois aqui no Glomerado você encontra o passo-a-passo para tirar o Passaporte, basta clicar aqui.

Confira alguns registros de Machu Picchu!

Até a próxima!

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Fabi Machado
Uma Catarinense de 32 anos, apaixonada por viagens, arte, cinema e literatura. Adora escrever e busca sempre trazer na bagagem as melhores referências para a Vida, considerando cada experiência única e inesquecível!