Alegrete poderá ter viagem regular de avião

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A empresa aérea Two Flex, em parceria com a Gol, está ampliando sua operação no Rio Grande do Sul. E nessa fase de expansão de suas atividades, a Two Flex incluiu Alegrete como um dos destinos selecionados para esse projeto. A cidade será atendida pela companhia, conforme informou o gerente de segurança operacional da Two Flex Aviação, Rodrigo Edson. Uma das primeiras iniciativas é saber a situação do Aeroporto de Alegrete para acertar os detalhes com vistas ao início da operação. Para o gestor da Two Flex, ‘será um prazer para a empresa e os seus profissionais atenderem Alegrete’.

A ampliação da atuação da Two Flex em cidades do interior gaúcho só está sendo possível porque os órgãos reguladores da aviação civil flexibilizaram as exigências que antes eram rígidas e praticamente inviabilizavam a operação de companhias menores.

Nos anos 50 e 60, Alegrete era servida por voos diários que se estendiam a cidades da região. Os voos eram realizados com aviões DC 3, com capacidade para 28 lugares e normalmente sempre lotados, já que não havia ligação pavimentada com a Capital e o transporte ferroviário de passageiros levava um dia para chegar à Capital. Na época, operavam em Alegrete as companhias aéreas Savag/Cruzeiro do Sul, Varig e Real S/A.

O prefeito Márcio Amaral comemorou a possibilidade de Alegrete voltar a ser atendido por linha aérea regular, resgatando algo essencial para o nosso desenvolvimento, disse. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação, Ciência e Tecnologia, Jesse Trindade Santos, afirmou que é a melhor notícia neste início de ano e, uma vez concretizada, a volta dos voos domésticos para Alegrete vai fazer a diferença para o desenvolvimento econômico e turístico da cidade.

O gestor do ‘Aeródromo Gaudêncio Ramos, ’ de Alegrete, André Falcão Nunes, adiantou que a Secretaria de Infraestrutura tem levantamento das necessidades de melhorias no Aeroporto, especialmente a conservação da pista de pouso e decolagem, conforme apontamentos de um relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Em maio de 2018, técnicos da ANAC estiveram no Aeroporto realizando uma inspeção de rotina na pista e nas dependências da estação de passageiros. Muitas das solicitações apontadas já foram cumpridas, como é o caso do cercamento da área da pista de pouso e decolagem. A recuperação do asfalto da pista está na dependência da liberação de verba. Os cálculos são de que o custo chega a R$ 500 mil.

Nesta segunda-feira (7) chegou um relatório da empresa parceira da Gol, para ser preenchido com informações sobre a cidade.

Departamento de Comunicação – PMA