Lei de Moore ainda se aplica a processadores Apple, diz TSMC

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No que depender da TSMC, a Apple não enfrentará problemas em continuar obedecendo a Lei de Moore, um dos problemas que a Intel ainda tenta enfrentar. contornar: a companhia que produz os chips Apple AX que equipam iPhones e iPads está plenamente otimista de que continuará seguindo as especificações da maçã, com o plano de apresentar chips de 5 nanômetros em 2020 inalterado.

O postulado de Gordon E. Moore, co-fundador da Intel publicado em 1965, onde ele especulou que “o número de componentes integrados (transístores) deveria dobr a cada ano, afirmação revista em 1975 para um prazo mais realista de dois anos, foi o norte da companhia e de suas concorrentes por décadas. O processo criado pela Intel em cima da “lei”, o desenvolvimento de processadores com uma nova arquitetura (miniaturização e litografia, o “tick”), seguida no ano seguinte pela otimização do conjunto (o “tock”) começou a dar problemas em 2014, quando a empresa começou a se complicar com os limites da Física.

Resumindo a história, a companhia não conseguiu até hoje desenvolver processadores de 10 nanômetros em escala, que deveriam ter dado as caras a algum tempo; a linha Ice Lake por enquanto é exclusiva de laptops e não há previsão de lançamento da linha para desktops; 7 nanômetros então, só em 2021 e olhe lá. A AMD hoje fabrica seus processadores em 7 nm, embora o entendimento do que é um “nanômetro” e qual o tamanho dele varie entre as rivais.

Enquanto isso, empresas que fabricam processadores ARM como Samsung, Qualcomm e TSMC já estão familiarizadas com o processo de litografia de 7 nanômetros, com a parceira da Apple estando bem otimista quanto ao futuro e à manutenção da Lei de Moore. Godfrey Cheng, chefe de marketing da companhia, escreveu no blog da TSMC suas opiniões sobre o assunto, afastando o pessimismo geral de que em breve, não haverá mais o que miniaturizar em processadores.

Cheng explica no texto que há sim, limites físicos para a miniaturização, que conforme menor o transístor, mais necessário é trabalhar próximo do nível atômico. Para lidar com esse problema, a TSMC (que também imprime chips para Huawei e Qualcomm) estuda alternativas para atochar mais componentes numa mesma área e respeitando os limites físicos.

Sede da TSMC / apple tsmc

Uma das ideias é trabalhar com a densidade do envelopamento do chipset, reduzindo cada vez mais o espaço entre os transístores de modo que um não interfira com o outro, num cenário onde os componentes não podem ficar ainda menores; outra solução é permitir o empilhamento dos mesmos, algo similar ao que a Samsung já faz com memória de armazenamento; ambas alternativas permitiriam enfiar mais transístores no mesmo espaço.

A TSMC já produz hoje os processadores Apple A12 e A12X de 7 nanômetros, que equipam os iPhones e iPads mais recentes, enquanto se diz pronta para aprimorar o processo com a linha A13 e A13X, para os próximos gadgets da maçã. Ao mesmo tempo, a companhia se prepara em implementar o seu próprio “tick” em 2020 com a família de chips A14, que serão impressos em 5 nanômetros e segundo informes, trarão recursos como 5G nativo e leitor de digitais sob a tela. Por fim, a boa performance da TSMC podem levar a Apple a adotar seus chips nos Macs, deixando as trapalhadas da Intel no passado.

Embora a Apple esteja chegando “atrasada” com tais recursos, é fato conhecido que Cupertino só implementa coisas novas quando tem a certeza que trará a melhor experiência frente à concorrência, de modo a maximizar suas vendas (algo que os iPhones andam precisando); vide o que aconteceu com o mercado de smartwatches.

De qualquer forma, veremos se a TSMC está mandando bem com os próximos iPhones, uma prévia do que poderemos ver em 2020.

Com informações: TSMC Blog.

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