As mudanças adotadas pelo Ghost Recon Breakpoint

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Apesar de ter gostado e me divertido muito com o Ghost Recon Wildlands, o anúncio do Ghost Recon Breakpoint não conseguiu me fisgar. A impressão que tive num primeiro momento foi de que o novo jogo funcionaria mais como uma mera expansão, reciclando os elementos do antecessor e apenas nos colocando num novo mapa. Para a minha surpresa, após jogar o beta eu descobri que não poderia estar mais enganado.

Dessa vez seremos um soldado de elite que precisa ir ao Arquipélago de Auroa, uma fictícia região localizada no sul do Pacífico onde um milionário decidiu fundar a Skell Technology. A sociedade utópica criada com a alta tecnologia da empresa tinha tudo para prosperar, mas um coronel conseguiu convencer ex-Ghosts a tomar o lugar e usar os poderosos drones criados por aquela companhia para fortalecer o seu exército.

Esse é apenas um resumo do enredo do Ghost Recon Breakpoint, que contei para te fazer entender que a dificuldade presente no jogo está bem mais alta do que no anterior. Ao nos colocar para enfrentar soldados altamente treinados e conhecidos como Wolves, o game faz com que o jogador precise tomar o maior cuidado possível para se manter escondido, fazendo assim com que a jogabilidade penda ainda mais para o estilo stealth.

Além disso, há alguns elementos de sobrevivência interessantes, como a possibilidade de tomarmos água para aumentar a nossa resistência ou dormir em acompanhamentos para receber bônus. O Ghost Recon Breakpoint também adotou uma câmera mais próxima do personagem, o que na minha opinião aumenta a imersão e nos força a elaborar melhor as estratégias.

Porém, essas nem foram as principais mudanças que percebi no novo jogo e abaixo citarei aquelas que considero as melhores, ou pelo menos as mais significativas. Vamos lá!

Armas, números e loot

Ao contrário do que tínhamos no Wildlands, onde as armas poderiam ser encontradas em locais específicos, no Breakpoint elas estarão espalhadas em baús e para o bem ou para o mal, agora serão liberadas aleatoriamente. Sendo assim, uma caixa que me deu uma escopeta poderá render um metralhadora para outra pessoa, com o mesmo valendo para itens como capacetes, coletes, calças, botas, etc.

Outro detalhe importante é que mesmo um baú entregue armas do mesmo estilo para duas pessoas, elas não serão iguais, já que agora o equipamento contará com estatísticas e características únicas. Pense no sistema do The Division, onde tínhamos um número gigantesco de armas à nossa disposição e você entenderá melhor como funcionará no Breakpoint.

O lado bom dessa mudança é que se no Wildlands podíamos ter acesso às melhores armas desde o início, no Ghost Recon Breakpoint veremos o nosso personagem evoluir aos poucos e para um título que foca na parte de sobrevivência, acredito que essa mudança seja acertada. Por outro lado, isso acendo o alerta em relação ao jogo transformar os inimigos em esponjas de bala, mas não foi o que percebi jogando o seu beta.

Em todos os disparo que dei, sempre que o tiro com um rifle de precisão acertava a cabeça do inimigo a morte era instantânea e também não existe aqueles números sobre os adversários mostrando o dano que receberam. Eu não sei como a Ubisoft fará para balancear isso, mas até onde pude ver, parece que o Breakpoint consegue manter o estilo mais realista (se é que podemos chamar assim) da série.

Ainda sobre as armas, achei interessante a ideia de fazer com que melhorias destravadas para, por exemplo, um fuzil sejam mantidas para todos os fuzis da mesma família. Assim, o fato de você ter se dedicado a aperfeiçoar uma arma não significará que o trabalho será perdido ao encontrar outra parecida, mas com um nível superior.

Ghost Recon Breakpoint

Escolha a sua classe

Outra novidade que achei bem interessante é a adição de classes para os personagens. Como estamos falando de um jogo com forte apelo às partidas cooperativas, será interessante ver grupos formados por soldados com habilidades bem diferentes. Se anteriormente você lamentava que os Ghosts eram muito parecidos entre si, agora a cooperação entre os jogadores deverá ser ainda mais importante.

Embora a Ubisoft prometa que mais classes serão adicionadas com o passar do tempo, inicialmente o Ghost Recon Breakpoint contará com quatro. Serão elas:

  • Assalto – Especializado em contato direto, essa classe contará com maior resistência a danos e se dará melhor com rifles de assalto e escopetas. Terá como habilidade uma granada de gás.
  • Atirador de Precisão – Os famosos snipers. Uma classe para aqueles que preferem um combate a distância, eles poderão disparar um dispositivo que marcará todos os inimigos numa grande área.
  • Pantera – Soldados que entram e saem de um lugar sem serem notados. Podem usar um spray que lhes garantirá invisibilidade e terão bônus de futilidade e velocidade.
  • Médico de Campo – Como o próprio nome já diz, uma classe de suporte, para aqueles que gostam de salvar os amigos e que queiram se reanimar. Soldados desta classe podem carregar corpos com maior velocidade.

Vale dizer que a classe poderá ser alterada a qualquer momento, bastando visitar um acompanhamento e que subiremos de níveis dentro da classe conforme formos jogando com ela.

Prepare-se para investigar

Essa é certamente aquela que considero a melhor novidade implementada no Ghost Recon Breakpoint. Assim como acontece no Assassin’s Creed Odyssey, no Breakpoint as missões nunca nos dirão para onde temos que ir. Ao aceitarmos uma, o jogo nos dará algumas dicas de como prosseguir e caberá ao jogador “ler” o mapa para descobrir qual o destino.

Por exemplo, num determinado momento fiquei sabendo que existia o esquema para criar uma nova arma em uma região, com o jogo me dizendo apenas que ela estaria num depósito localizado num determinado vale, a leste de um pico específico. Ao procurar no mapa vi que existia uma grande construção na área e ao chegar lá, percebi que estava no lugar certo.

As dicas evidentemente não serão sempre tão fáceis de interpretar e para aqueles que gostam de um desafio maior, a ideia deverá tornar a experiência bem mais divertida, principalmente quando estivermos jogando com amigos. Já para aqueles que não querem se preocupar com isso, há a possibilidade de ligar o Modo Guiado, quando tudo passará a ser marcado diretamente no mapa.

Essas foram apenas as minhas primeiras impressões relacionadas ao beta fechado do Ghost Recon Breakpoint e imagino que outras novidades possam ter sido guardadas para a versão final do jogo, que chegará ao PC, PlayStation 4 e Xbox One no dia 4 de outubro.

Desconfio que muita gente não gostará de algumas dessas mudanças, mas digo com convicção que adorei o que vi. Após essas horas que passei nele, pude ver um jogo muito bonito visualmente, com uma quantidade absurda de conteúdo e uma jogabilidade que incentiva uma maior elaboração de estratégias e cooperação. O problema é que eu queria continuar jogando, mas terei que esperar mais uma mês para fazer isso.

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