Conheça mais sobre a formação e a atuação do museólogo

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O Dia Nacional do Museólogo é comemorado em todo o Brasil nesta terça-feira (18). A data foi instituída por meio de um decreto presidencial em 2004, 20 anos após a sanção da lei que regulamentou a atividade no País. Fundamental para o fortalecimento da cultura brasileira, a profissão envolve uma série de atribuições voltadas à proteção, documentação, conservação, pesquisa e difusão do patrimônio museológico nacional.

É responsabilidade do museólogo, por exemplo, solicitar o tombamento de bens culturais; planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar museus, exposições de caráter educativo e cultural, serviços educativos e atividades culturais dos museus; realizar perícias destinadas a apurar o valor histórico, artístico ou científico de bens museológicos, bem como sua autenticidade; e informar os órgãos competentes sobre o deslocamento irregular de bens culturais, dentro do País ou para o exterior, entre diversas outras atribuições.

Como se tornar museólogo

Para atuar na área, a lei exige que o profissional tenha diploma de bacharelado, mestrado, doutorado ou licenciatura plena em Museologia. Diplomas obtidos no exterior e revalidados no País também são aceitos.

Atualmente, universidades de diversos estados do País ofertam cursos de graduação na área. De acordo com o Cadastro de Instituições e Cursos de Educação Superior do Ministério da Educação (e-MEC), 19 instituições têm em seus programas o curso de Museologia. A graduação está presente em todas as regiões do Brasil, tanto em entidades públicas quanto privadas. Além disso, existem também cursos de especialização envolvendo o tema.

Após a conclusão do curso, é necessário, também, o registro para habilitação ao exercício da profissão. A inscrição deve ser feita no Conselho Regional de Museologia relativo à Unidade da Federação em que o profissional deseja atuar.

Políticas públicas

Reconhecer a importância da profissão de museólogo é apenas uma das ações voltadas à valorização dos museus implementadas pelo governo federal. Nos últimos anos, outros destaques nesse sentido foram o lançamento da Política Nacional de Museus (PNM), em 2003, a instituição do Estatuto de Museus, em 2009, e a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), também em 2009.

Vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), o Ibram é responsável, entre outras coisas, pelo fomento às políticas de aquisição e preservação de acervos e pela criação de ações integradas entre os museus brasileiros. O órgão também administra, diretamente, 30 museus espalhados pelo País. Confira abaixo alguns dos mais importantes.

Museu da República (Rio de Janeiro-RJ)

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o edifício que abriga o Museu da República é conhecido como Palácio do Catete. Construído entre 1858 e 1867, foi comprado pelo governo federal em 1896, para sediar a Presidência da República. Foi utilizado com esse propósito por quase 64 anos, até a transferência da capital federal para Brasília, em 21 de abril de 1960. O Museu oferece um panorama da história republicana do Brasil por meio de um vasto acervo composto por fotos, documentos, objetos, mobiliário e obras de arte.

Museu das Missões (São Miguel das Missões-RS)

Projetado pelo arquiteto Lucio Costa em 1940, o Museu das Missões está situado junto ao Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O espaço reúne a maior coleção pública de imagens sacras e fragmentos missioneiros do Mercosul.

Museu da Inconfidência (Ouro Preto-MG)

Inaugurado em 1944 com o objetivo de preservar, pesquisar e divulgar objetos e documentos relacionados à Inconfidência Mineira, o museu fica na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Ouro Preto. Conta com um acervo de 4 mil itens, que reúne uma série de peças históricas e artísticas relativas ao período.

Museu Solar Monjardim (Vitória-ES)

Também tombado pelo Iphan, o Museu Solar Monjardim está instalado em um casarão colonial que teve sua construção iniciada na década de 1780. Ao longo de quase dois séculos, o local abrigou importantes personagens da história regional e nacional. Conta com um acervo eclético que revela aspectos da vida cotidiana durante o século XIX.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ibram, do Ministério da Cultura, do Iphan e do Conselho Federal de Museologia